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13 Reasons Why

EDUCAÇÃO EMOCIONAL PARA “13 REASONS WHY”

Cláudia Ferreira

Este ano, a Organização Mundial da Saúde tem como tema de campanha a Depressão, tamanha a importância deste transtorno que pode afetar pessoas de qualquer idade em qualquer etapa da vida.

O suicídio é a segunda maior causa de morte em adolescentes e os sinais mais comuns podem ser observados pelos familiares:

crianças: mudança brusca de comportamento, com muito medo de separar-se das pessoas que lhe servem de referência; alteração da qualidade de sono; escolha seletiva dos alimentos; diminuição da atividade física; medo excessivo e duradouro; baixo rendimento escolar e dificuldade em realizar as tarefas, devidos à falta de concentração; oposição, desafio, hostilidade, instabilidade de humor, irritabilidade e crises de raiva.

adolescentes: anedonia (perda da capacidade de sentir prazer), desesperança, sentimento de culpa, lentificação psicomotora, podendo apresentar delírios e alucinações; comportamento negativista; antissocial, com recusa em sair de casa e, frequentemente, associado ao abuso de álcool e de outras substâncias. A menina internaliza as emoções, se tranca no quarto e chora. O menino se torna extremamente agressivo, fica na defensiva o tempo todo e sai brigando com o mundo.

Mais do que simplesmente culpar a série por sugestionar nossos adolescentes a cometerem o suicídio, vamos pensar que eles já podem estar com sinais depressivos e verem na série uma oportunidade.

Por isso é muito importante a educação emocional e o acompanhamento de perto dos nossos filhos adolescentes por mais difícil que isso possa ser, dado os impecílios que a própria idade impõe. A primeira coisa é empatizar com ele, com interessante verdadeiro e sem críticas.

Por exemplo, comentando sobre quando Hannah, a personagem principal da referida série, decide mudar sua aparência (exterior) devido às férias de verão cortando o cabelo, mas não o seu interior, os sentimentos que a impediam de seguir em frente. Aqui você pode fazer perguntas fechadas, mais diretas para acessar seu filho/a: “O quê você faz quando quer começar de novo? O que você acha que deve mudar para ter a vida que deseja?”. Prefira sempre perguntas do tipo “O que, Como, Qual”, para que receba uma resposta bem direta. Outros exemplos: “Que tipo de elogios você gostaria que tivesse o seu pacotinho?” (ideia de pacotinho de elogios anônimo da professora da escola); Hannah escreve um poema sobre seus sentimentos – “Como seria o seu poema?”; Na última tentativa de Hannah ela pede ajuda – “O que você tem feito para pedir ajuda quando necessário?”, “Como você tem ajudado as pessoas ao seu redor?”.Quando Hannah escreve “Eu queria um propósito, uma razão para estar nesse planeta”, podemos estender a discussão com nossos filhos para identificar e construir com eles os seus valores e o sentido para a vida.

É preciso conversar abertamente com os filhos nesta idade para saber claramente o que nós pais temos feito que nossos filhos gostariam que fosse diferente; pais e filhos saberem como se sentem; como acreditam demonstrarem isso; como os filhos gostariam de serem vistos pelos pais; como se tem lidado com os acontecimentos a nossa volta; como se pode verdadeiramente saber sobre o que as pessoas pensam…e perguntas deste tipo.

Desta forma eles vão estar blindados e séries como estas vão servir de estímulo para mais conversas.